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A Kobra 4 Combo com a unidade ACE 2 Pro acoplada e uma peça multicolorida impressa. Imagem: Anycubic
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Bambu A2L ou Kobra 4 Combo: qual multicor comprar

O Bambu Lab A2L Combo custa US$ 569 e chega ao Brasil por cerca de R$ 5.400 com imposto. A Anycubic Kobra 4 Combo custa US$ 629,99 e chega por quase R$ 6.000, numa máquina com quase metade do volume de impressão. A etiqueta mais cara não compra a máquina maior.

Essas são as duas impressoras multicor mais procuradas por quem pesquisa impressora 3D no Brasil agora. Uma é a bed slinger recém lançada da Bambu Lab. A outra é a resposta da Anycubic com o alimentador ACE 2 Pro. Este comparativo fecha a conta em reais pras duas e diz qual levar pra casa.

Kobra 4 Combo ou A2L Combo: a ficha lado a lado

A comparação que interessa aqui é entre as duas versões multicor. Sozinha, a A2L imprime uma cor só e custa US$ 469. É a versão Combo, com AMS lite de fábrica, que compete de verdade com a Kobra 4 Combo.

ItemBambu Lab A2L ComboAnycubic Kobra 4 Combo
Volume de impressão330 x 320 x 325 mm260 x 260 x 260 mm
Velocidade500 mm/s de fábrica600 mm/s máxima, 300 mm/s recomendada
Cores de série4, via AMS lite4, via ACE 2 Pro
Cores no máximoAté 19, somando módulos AMS com a liteAté 8, com uma segunda unidade ACE 2 Pro
Bico0,4 mm aço padrão, até 300°C0,4 mm aço endurecido, até 300°C
MesaPEI, até 80°CPEI, até 100°C
Secagem de filamentoNão nativa na AMS liteAtiva, até 65°C, no ACE 2 Pro
Preço em dólarUS$ 569US$ 629,99
Preço posto no BrasilR$ 5.374 a R$ 5.576R$ 5.970 a R$ 6.194

Dá pra ver o padrão já na primeira leitura. A A2L Combo vence em volume e em preço final. A Kobra 4 Combo vence em bico e em temperatura de mesa.

Quanto custa cada uma no Brasil, com imposto e ICMS

O preço em dólar não é o preço final. Desde 12 de maio de 2026, as regras do Remessa Conforme da Receita Federal cobram 60% de Imposto de Importação sobre compras de US$ 50,01 a US$ 3.000, com abatimento fixo de US$ 30. Depois entra o ICMS estadual, calculado por dentro.

Com o dólar de venda do Banco Central em 24 de julho de 2026 a R$ 5,0666, a conta fecha assim:

EtapaA2L Combo (US$ 569)Kobra 4 Combo (US$ 629,99)
Imposto de Importação (60% menos US$ 30)US$ 311,40US$ 347,99
SubtotalUS$ 880,40US$ 977,98
Total com ICMS de 17%US$ 1.060,72, ou R$ 5.374US$ 1.178,29, ou R$ 5.970
Total com ICMS de 20%US$ 1.100,50, ou R$ 5.576US$ 1.222,48, ou R$ 6.194

A diferença passa de R$ 500 na mesma alíquota de ICMS. Dois avisos valem pras duas contas: o frete, quando cobrado, entra na base do imposto, e o ICMS varia por estado, então confira o do seu antes de fechar o carrinho.

A Kobra 4 Combo com a unidade ACE 2 Pro acoplada e uma peça multicolorida impressa. Imagem: Anycubic

330 x 320 x 325 contra o cubo de 260: o que o volume muda na prática

A diferença de volume não é sutil. Multiplicando as três dimensões, a A2L imprime cerca de 34,3 litros de espaço útil, quase o dobro dos 17,6 litros da Kobra 4 Combo. Isso muda o tipo de peça que sai inteira, sem colar metade com a outra.

A Bambu Lab cita como exemplo um capacete de cosplay em peça única ou um lote de 40 bonecos de descompressão numa impressão só. Na Kobra 4 Combo, um projeto desse tamanho precisa ser cortado em partes e colado depois.

O tamanho físico acompanha o volume útil. Segundo a ficha da Tom's Hardware sobre a A2L, ela ocupa 544 x 529 x 505 mm e pesa 12,8 kg. A ficha da Kobra 4 Combo marca 455 x 445 x 461 mm e 9,9 kg: bancada menor, esperado numa máquina com quase metade do volume.

A mesa da A2L para em 80°C por escolha de projeto. A Bambu Lab explica na própria FAQ que a área maior consumiria energia demais para chegar em temperaturas de material de engenharia, então a máquina foi pensada para PLA, PETG e TPU. A Kobra 4 Combo vai a 100°C de mesa e já sai com bico de aço endurecido, o que aguenta filamento com carga de fibra sem trocar peça.

Bambu Lab A2L, a maior impressora bed slinger de entrada da marca, com volume de 330 x 320 x 325 mm. Imagem: Bambu Lab

ACE 2 Pro contra AMS lite: como cada marca resolve o multicolor

As duas usam a mesma lógica: alimentador externo troca o filamento, a máquina purga o material antigo antes de cada cor nova. A diferença está no que vem de série e no que falta.

A AMS lite que acompanha a A2L Combo dá quatro cores, com um tubo dedicado por bobina. Somando até quatro módulos AMS junto com a lite, a Bambu Lab promete até 19 cores, mas essa escala é pensada para print farm, não para a mesa de casa. O ACE 2 Pro da Kobra 4 Combo também entrega quatro cores de série, oito com uma segunda unidade, um caminho mais direto de dobrar a capacidade.

Aqui está uma diferença que a página de vendas não destaca: a AMS lite não seca filamento. Segundo a Bambu Lab, a função de secagem só existe nos módulos AMS 2 Pro e AMS HT, vendidos à parte e com fonte de energia externa. O ACE 2 Pro já sai da caixa secando filamento até 65°C, o que ajuda quem imprime PETG em clima úmido.

O custo escondido dos dois sistemas é o desperdício de purga. No teste da Tom's Hardware com a Kobra 4 Combo, uma peça em três cores perdeu cerca de 40 gramas de filamento limpando o bico entre trocas. No teste da A2L, o mesmo veículo mediu um modelo que levou 2h40 numa cor e 6h46 em três, mais que o dobro só por trocas e purgas. Multicor custa filamento e tempo nas duas marcas, não só na mais barata.

Bambu Lab A2L com bobinas de filamento conectadas ao sistema de troca de cor da AMS lite. Imagem: Bambu Lab

Já detalhamos essa conta de perto no comparativo entre ACE 2 Pro, CFS e Qidi Box e no relatório sobre o custo real do multicor com AMS na A2L. Vale a leitura antes de decidir quanto filamento extra reservar pro projeto.

O que os reviews independentes encontraram e a ficha técnica não conta

Fabricante conta a metade boa. Review independente conta o resto.

A Tom's Hardware testou a A2L e achou vibração forte demais para móvel fraco. O review colocou a máquina numa mesa de centro comum e, depois de 45 minutos imprimindo, a AMS lite vibrou até cair no chão. A recomendação é bancada firme, não mesa de apartamento.

O mesmo veículo testou a Kobra 4 Combo e apontou trocas de filamento lentas e a impossibilidade de rodar TPU pelo ACE 2 Pro: o material precisa ir direto pro bico, pelo suporte de bobina externo, ignorando o alimentador.

A ficha promete mais do que a mesa aguenta, nas duas marcas. A Kobra 4 Combo anuncia 600 mm/s mas recomenda 300 mm/s na prática. A A2L imprime a 500 mm/s de fábrica, mas o teste precisou usar o perfil "steady" da Bambu Lab pra conter a vibração numa mesa comum, o que também reduz a velocidade real. Tratar o número do topo da ficha como teto, não como rotina, vale pras duas.

Ruído também pesa na decisão. A Anycubic informa 45 dB no modo silencioso da Kobra 4 Combo. A Bambu Lab marca menos de 49 dB no silencioso da A2L e cerca de 52 dB no modo padrão, segundo a ficha oficial. A diferença é pequena, mas pesa mais pra quem imprime à noite perto do quarto.

As duas são bed slinger, mesa que anda no eixo Y. Isso limita velocidade real em peça alta por inércia, nas duas marcas, não só numa delas. Quem prioriza velocidade sustentada em peça alta olha para CoreXY, como no comparativo entre Kobra X, Bambu A1 e Creality Hi.

Nenhuma das duas tem rede autorizada no Brasil. A garantia roda direto com o fabricante, por e-mail, ou fica por conta de revenda nacional. A diferença está no prazo: a Bambu Lab oferece 2 anos de garantia na loja oficial, a Anycubic garante 1 ano.

A2L Combo ou Kobra 4 Combo: qual multicor comprar

Comprar a A2L Combo faz mais sentido pra maioria de quem decide agora. Ela imprime quase o dobro do volume, chega mais barata no Brasil mesmo com ICMS mais alto, tem dois anos de garantia contra um, e ainda aceita o módulo de corte pra vinil, couro e papel que a Kobra não tem em nenhuma versão.

Vale trocar pela Kobra 4 Combo em três casos. Primeiro, se você já imprime filamento com fibra de vidro ou carbono com frequência: o bico endurecido de série evita compra extra. Segundo, se o espaço em casa é curto e o cubo de 260 mm resolve o que você imprime. Terceiro, se a bancada é frágil: o review que mediu vibração forte na A2L não relatou o mesmo problema com a Kobra.

Fora desses três casos, a conta fecha pra A2L Combo. Ela nasceu depois, corrigiu o que dava, e chegou custando menos aqui, não só lá fora.

Perguntas frequentes

Qual é mais barata no Brasil, a A2L Combo ou a Kobra 4 Combo?

A A2L Combo. Importada com Imposto de Importação e ICMS pagos, ela fica entre R$ 5.374 e R$ 5.576. A Kobra 4 Combo fica entre R$ 5.970 e R$ 6.194.

Quantas cores cada máquina imprime?

As duas saem da caixa com quatro cores. A A2L Combo chega a até 19 somando módulos AMS com a lite, a Kobra 4 Combo chega a 8 com uma segunda unidade ACE 2 Pro.

A A2L Combo seca filamento sozinha?

Não pela AMS lite que vem na caixa. A função de secagem só existe nos módulos AMS 2 Pro e AMS HT, vendidos separadamente e com fonte externa. O ACE 2 Pro da Kobra 4 Combo já seca até 65°C de série.

Qual das duas tem o bico mais resistente?

A Kobra 4 Combo. Ela sai da caixa com bico de aço endurecido, que aguenta filamento com fibra de vidro ou carbono. A A2L usa o mesmo bico de aço padrão da A1, sem essa camada extra.

A A2L Combo imprime bem em qualquer mesa?

Não necessariamente. O review da Tom's Hardware registrou vibração forte o suficiente pra derrubar a AMS lite de uma mesa de centro comum depois de 45 minutos imprimindo. Bancada firme resolve o problema.

Dá pra rodar TPU nas duas?

Na A2L sim, direto no suporte de bobina única. Na Kobra 4 Combo o TPU não passa pelo ACE 2 Pro: precisa ir direto pro bico pelo suporte externo, ignorando o alimentador multicor.

Onde ir agora

Se uma cor só resolve e o orçamento aperta, a ficha completa da Kobra 4 Combo com a conta em reais já está fechada aqui. Se a A2L levou a decisão e a dúvida agora é só sobre ela, o preço e as specs completas da A2L estão neste outro comparativo.

E antes de fechar qualquer compra importada, refaça a conta do imposto com o dólar do dia. Ele muda mais rápido do que a etiqueta em dólar deixa parecer.

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