3DT3D Tocantins

Buscar no 3D Tocantins

Buscar makers, marcas, filamentos, impressoras, setups e posts.

Cadastrar grátis
Carretéis de filamento em várias cores alinhados, prontos para impressão 3D multicor. Foto de Jakub Żerdzicki via Unsplash.
Todos os posts

Bambu Studio 2.7.1: textura vira impressão multicor

· 7 min de leitura · por Equipe 3D Tocantins

Você baixa um dragão texturizado no MakerWorld, abre no Bambu Studio e as escamas já aparecem separadas em quatro cores, prontas pro AMS, sem clicar em cada face. É o que a versão 2.7.1, liberada em 1 de junho de 2026, passou a fazer sozinha.

Até agora, transformar um modelo colorido em impressão multicor era trabalho manual. Você abria a ferramenta de pintura e clicava face por face, ou cortava o modelo por altura e torcia pra cor cair no lugar. Quem tem AMS sabe a paciência que um modelo cheio de detalhe exige.

O que o Texture-to-Color Painting faz

O recurso converte um modelo com textura direto em pintura multicor na superfície. Em vez de você pintar, o fatiador lê o mapa de textura que veio com o arquivo e aplica as cores correspondentes. A nota de versão oficial descreve o uso como ideal pra aplicar arte colorida, tipo logos e padrões decorativos, em modelos 3D.

Ele aceita os formatos que carregam textura de verdade: OBJ, glTF, FBX e GLB. Esses arquivos trazem o mapa UV e a imagem embutidos ou ao lado, e é dessa imagem que o programa tira as cores.

A função não nasceu agora do nada. Ela apareceu no beta 2.7 em maio, coberta pela AMPulse, e virou versão pública estável na 2.7.1 em 1 de junho. Na prática, o ganho é de tempo: um busto com tatuagem, um controle com logo, um chaveiro com bandeira, o que antes era meia hora de cliques vira segundos de importação.

Como usar na prática

São poucos passos, e o mais chato saiu da sua mão.

  1. Tenha o modelo com textura. Vale um OBJ com o .mtl e a imagem juntos, ou um GLB/glTF com a textura embutida.
  2. Importe no Bambu Studio 2.7.1, um modelo texturizado por vez (lote ainda não rola).
  3. Deixe o fatiador converter a textura em pintura e escolha a paleta conforme seu AMS: 4, 8 ou 16 cores.
  4. Confira o resultado, ajuste a cor que destoou e fatie normal.

Se o arquivo vier com a malha furada, a 2.7.1 tenta detectar e fechar o modelo já na importação, o que evita erro na hora de fatiar.

4, 8 ou 16 cores: como ele decide

A pintura não usa os milhares de tons da imagem original. Segundo a AMPulse, a ferramenta lê os mapas de textura e os converte em instruções de cor em paletas de 4, 8 ou 16 cores, de acordo com o número de unidades AMS acopladas.

Ou seja, ele reduz a textura pro número de filamentos que você tem. Um AMS sozinho cobre 4 cores. Encadeando unidades, você chega a 8 ou 16.

Pra entender o limite, pense numa bandeira do Brasil: verde, amarelo, azul e branco cabem nas 4 cores de um AMS. Um mapa-múndi cheio de países já pede 8.

O custo aparece em textura fotográfica. Um degradê suave com mil tons vira faixas de 4 a 16 cores, então espere banding onde a imagem era contínua. Logo chapado e arte vetorial saem limpos. Foto de rosto, nem tanto.

A comunidade pede textura desde 2023

Não é recurso inventado pra encher release. No fórum oficial, a thread "Texture painting" abriu em fevereiro de 2023 e juntou 63 curtidas pedindo um jeito de levar textura pra superfície da peça sem clicar tudo na mão. O pedido original era até mais amplo: aplicar relevo, e também textura a partir de uma imagem em tons de cinza, do jeito que o IdeaMaker já fazia.

Levou mais de dois anos pra sair, e o que chegou na 2.7.1 ataca a parte de cor desse pedido: virar o mapa de textura em pintura. Quando uma sugestão fica tanto tempo no radar, a entrega tende a vir mais redonda. Foi o caso: a 2.7.1 já chega com detecção de erro de malha e correção automática pra garantir que o modelo feche antes da conversão.

Onde ainda trava

Todo recurso novo tem letra miúda, e aqui ela importa. A própria nota de versão lista os limites: dá pra converter um modelo texturizado por vez (sem lote), glTF e GLB com compressão Draco ainda não funcionam, e FBX comprimido é restrito no macOS.

Tem um problema mais sério pra quem usa Mac. A Bambu Lab avisa que, no macOS 26.5 e 26.5.1, o programa pode travar e consumir memória de forma crescente até fechar sozinho, por causa da inicialização do WebView interno. Os contornos sugeridos são usar a build pre-release, abrir uma subpágina logo após iniciar, ou voltar pra versão 2.6.0 até a correção.

Se você imprime em Windows ou Linux, nada disso te impede. Se está no macOS 26.5, vale esperar o patch antes de depender da máquina pra um trabalho com prazo.

Não tem AMS nativo? Dá pra fazer no OrcaSlicer

A ideia de virar textura em cor não é exclusividade da Bambu. Quem usa OrcaSlicer (o fork open-source do Bambu Studio) consegue um caminho parecido com ferramenta externa.

O printpal AMS Converter é gratuito, roda no navegador e não manda seu arquivo pra lugar nenhum, a conversão acontece no seu aparelho. Ele pega um OBJ ou GLB texturizado, simplifica pra 2 a 8 cores com uma quantização que respeita as bordas, e devolve um OBJ com cor por vértice pronto pra cair no Bambu Studio ou no OrcaSlicer.

CaminhoEsforçoFormatosCoresOnde roda
Pintura manual face a faceAltoQualquer malhaLivre, no cliqueBambu Studio, OrcaSlicer
Texture-to-Color nativoBaixoOBJ, glTF, FBX, GLB4, 8 ou 16 (AMS)Bambu Studio 2.7.1
printpal AMS ConverterMédioOBJ, GLB2 a 8Bambu Studio, OrcaSlicer

Pra logo e arte chapada, o conversor externo já resolve no OrcaSlicer. Pra quem está no ecossistema Bambu, o nativo economiza o passo extra.

Vale atualizar agora?

Se você faz multicor com AMS e está no Windows ou Linux, sim: a 2.7.1 é a versão pública estável e o ganho de tempo é real. No macOS 26.5, segure ou use a pre-release até o travamento ser resolvido.

Mesmo quem não pinta textura ganha coisa. A versão trouxe o Filament Manager, que centraliza seus filamentos com busca, cor oficial, suporte a gradiente e sincronização na nuvem. Veio também uma opção de parede extra alternada, que reforça a peça sem engrossar todas as camadas.

Perguntas frequentes

Preciso de AMS pra usar o Texture-to-Color Painting?

Pra ver a pintura na tela, não. Pra sair colorido de verdade, sim: o multicor depende de troca de filamento, seja por AMS ou por pausa manual. A paleta acompanha quantas unidades AMS você tem.

Que formatos de arquivo funcionam?

OBJ, glTF, FBX e GLB com textura. glTF e GLB com compressão Draco ainda não são aceitos, e FBX comprimido tem restrição no macOS, segundo a nota oficial.

Quantas cores dá pra imprimir?

Paletas de 4, 8 ou 16 cores, conforme o número de unidades AMS acopladas. A textura original é reduzida pra esse número.

Funciona no OrcaSlicer?

A pintura automática é nativa do Bambu Studio. No OrcaSlicer, dá pra chegar perto convertendo a textura num OBJ de cor por vértice com ferramentas como o printpal AMS Converter e importando o resultado.

É seguro atualizar no Mac?

Há um bug conhecido de travamento no macOS 26.5 e 26.5.1. Até o patch, a Bambu Lab recomenda a build pre-release ou voltar pra 2.6.0.

Onde baixo a versão 2.7.1?

Na página oficial de releases do Bambu Studio. É a 2.7.1 Public Release, de 1 de junho de 2026.

Onde ir agora

Se teu fluxo é OrcaSlicer e não Bambu Studio, vale ver primeiro o que mudou na versão 2.4 do OrcaSlicer: é de lá que muita gente vai importar o OBJ colorido. Testou a pintura por textura num modelo seu? Mostra o resultado pra quem ainda perde tempo clicando face por face.

Gostou? Compartilha: WhatsApp Telegram𝕏 Twitterf Facebook

Encontre quem faz

Diretório de makers do Tocantins por categoria e cidade.

Ir

Cadastre seu trabalho

Mostra seu portfólio. 5 min, grátis, sem comissão.

Ir

Quer contribuir?

Tem pauta ou quer escrever aqui? Manda email pra equipe.

Ir