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Fitbit Air: Google libera as plantas pra imprimir a pulseira em 3D

· 6 min de leitura · 2 visualizações · por Equipe 3D Tocantins

O Google publicou as plantas do Fitbit Air e fez um pedido incomum pra uma fabricante de eletrônico de consumo: projete e imprima sua própria pulseira. Em 3 de junho de 2026, a empresa abriu as medidas exatas do aparelho pra qualquer pessoa criar bandas customizadas em casa.

Para quem tem impressora e já mexe com filamento flexível, isso é mais do que curiosidade. É a porta pra um acessório que antes só a marca fazia, agora aberto pra qualquer maker desenhar do zero.

O que o Google liberou (e o que ele não liberou)

Não espere baixar um arquivo e mandar fatiar. O que o Google soltou foram desenhos técnicos em 2D, com as cotas do aparelho, e não um modelo STL pronto pra impressão. Segundo a Fabbaloo, os desenhos são apenas 2D: o designer usa as dimensões pra descobrir como as peças encaixam na própria banda.

O pacote traz as medidas exatas do tracker, mais as dimensões de encaixe, tolerâncias e a especificação da força de acoplamento, como detalha o Engadget. Em outras palavras: o Google entrega a régua e as regras, e você constrói a peça.

Na prática, o Android Authority resume que os arquivos não são STLs prontos, mas trazem cotas e tolerâncias suficientes pra alguém reconstruir o desenho num software de CAD. A liberdade é total. O trabalho também.

Por que planta não é a mesma coisa que modelo pronto

Baixar um modelo do MakerWorld é abrir, fatiar e imprimir. Aqui o ponto de partida é uma folha de medidas. Você precisa modelar a banda inteira num CAD: Fusion, Onshape, FreeCAD, o que preferir.

O Fitbit Air se divide em duas partes: um corpo com os sensores, apelidado de "pebble", e uma capa ("sleeve") que segura esse corpo e conecta na banda. O suporte precisa ser flexível o bastante pra encaixar e soltar o sensor com facilidade, segundo a documentação citada pelo Android Authority.

É aí que entra a força de acoplamento. Um encaixe frouxo deixa o aparelho cair. Um apertado demais racha a peça impressa ou trava a troca. A tolerância que o Google publicou existe justamente pra acertar esse meio-termo no snap-fit, algo que filamento e calibração de impressora afetam diretamente.

TPU, pele e sensores: os limites de imprimir a banda em casa

Aqui mora o pulo do gato, e a parte que os anúncios não contam. Uma pulseira fica em contato com a pele o dia inteiro, e o Google é explícito sobre material. A recomendação é usar materiais seguros pra contato prolongado com a pele, com restrições como ligas de cobre e latão livres de chumbo e látex natural sem proteínas alergênicas, conforme o 3DPrinting.com.

O problema: o TPU barato de impressão FDM não vem com certificação de contato prolongado com a pele. Funciona pra protótipo e pra quem não tem pele sensível, mas não é o mesmo que o silicone certificado da banda original. Esse é o limite honesto de fazer em casa.

O segundo limite são os sensores. O aparelho lê batimento e SpO2 por baixo, e o Notebookcheck reforça que a banda precisa garantir folga (clearance) pros sensores não ficarem bloqueados, mantendo contato constante com a pele. Traduzindo pro projeto: a face de baixo do pebble fica aberta, e a peça impressa tem que prensar o aparelho firme contra o pulso. Errou a geometria, a leitura cai.

Made for Google e a brecha pra vender pulseira custom

O Google não só permite, ele incentiva vender. A ideia é criar um ecossistema de bandas alternativas que ajuda a vender mais Fitbit. Pra quem imprime, isso abre um nicho de print-on-demand: pulseira personalizada por nome, cor, textura ou formato que a marca nunca vai fazer.

Quem quiser ir além do hobby pode buscar a certificação oficial pelo programa Made for Google, que dá o selo de compatibilidade ao acessório. Vale o aviso: esse selo mira marcas e fabricantes, com testes de ajuste, durabilidade e desempenho, não o maker de garagem.

E a comunidade não esperou o Google. O 3DPrinting.com nota que gente já vinha desenhando acessórios próprios, como adaptadores de braçadeira, antes mesmo das medidas oficiais saírem. As plantas só transformaram gambiarra em projeto com cota.

Fitbit Air: o aparelho que você vai vestir

Vale saber o que está dentro da pulseira. O Fitbit Air é um monitor de saúde sem tela, lançado no começo de maio de 2026 por US$ 100 nos Estados Unidos, posicionado como rival do Whoop, com um coach turbinado por IA Gemini, segundo o 3DPrinting.com.

Do lado prático, o Notebookcheck lista 7 dias de bateria, carga cheia em 90 minutos por USB-C magnético e nada de assinatura obrigatória pro básico, com um plano premium opcional de US$ 9,99 por mês. É um aparelho de pulso enxuto, e isso é parte do motivo da banda virar o espaço de personalização.

No Brasil ainda não há venda oficial. Quem quiser hoje depende de importação, então conte com os US$ 100 mais imposto de importação e ICMS até a sua porta. Se você só quer a pulseira impressa, o gasto é o seu rolo de TPU. O aparelho é que pesa no bolso.

Perguntas frequentes

Dá pra baixar um STL pronto da pulseira do Fitbit Air?

Não. O Google liberou desenhos 2D com cotas e tolerâncias, não um modelo fatiável. Você precisa modelar a banda num software de CAD a partir dessas medidas.

Que filamento usar pra imprimir a pulseira?

TPU flexível é o caminho natural pelo conforto e flexão. O cuidado é o contato com a pele: o TPU comum de FDM não é certificado pra uso prolongado, diferente do silicone da banda original.

Os sensores de batimento funcionam com banda impressa?

Funcionam se o projeto respeitar a folga dos sensores e mantiver o aparelho firme contra o pulso. A face de baixo precisa ficar livre e o encaixe não pode afrouxar com o movimento.

Preciso saber modelar em CAD pra fazer a minha?

Sim. Como o ponto de partida é uma planta 2D, sem CAD não há peça. FreeCAD, Onshape e Fusion dão conta do recado.

Posso vender as pulseiras que eu imprimir?

O Google incentiva o comércio de bandas. Para virar produto com selo oficial, existe a certificação Made for Google, voltada a marcas e fabricantes que passam por testes de ajuste e durabilidade.

O Fitbit Air já chegou ao Brasil?

Até agora não tem venda oficial no país. Nos Estados Unidos sai por US$ 100, e quem importa paga ainda imposto de importação e ICMS.

Onde ir agora

Tem impressora e quer sair da pulseira pronta pro projeto próprio? O primeiro passo é aprender a modelar e a domar o TPU. Veja os guias de modelagem e impressão no /conhecimento e desenhe sua primeira banda. Quando imprimir, mostra pra quem te mandou este post.

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