Kobra X ou Bambu Lab A1: qual comprar em 2026
· 8 min de leitura · por Equipe 3D Tocantins
Duas lojas oficiais, mas os preços deixaram de ser quase idênticos: R$ 3.369 na Kobra X, R$ 3.529 na Bambu A1 avulsa em agosto de 2026, porque a promoção que igualava as duas já não está no ar. A decisão não mora só no preço, mas ele também não empata mais. Mora numa peça que uma marca inclui de graça e a outra cobra R$ 1.770 a mais pra igualar, e num aviso que a segunda repete: não feche essa impressora.
Quanto custam a Kobra X e a Bambu Lab A1 em agosto de 2026
No fim de julho de 2026 as duas impressoras custavam quase o mesmo em real; em agosto isso mudou. A Anycubic Kobra X segue em R$ 3.369,00, de R$ 3.899,00, na mesma promoção que apareceu em julho vinculada à campanha de Dia dos Pais e que, em checagem ao vivo de 17 de agosto de 2026, continuava ativa na loja oficial da Anycubic, sem cupom nem prazo de validade visíveis na página. A Bambu Lab A1, na versão avulsa (sem acessório multicolor), custava R$ 3.359,00 quando este texto foi apurado em julho; a promoção acabou, e em 17 de agosto de 2026 o preço na 3D Prime, revenda autorizada da Bambu, está em R$ 3.529,00 cheio, com abatimento de cerca de 10% só para pagamento via Pix (R$ 3.176,10).
A diferença de R$ 160 entre as duas, em agosto de 2026, não é o número que importa. O que muda a conta é o Combo da A1, versão que já inclui a AMS lite (o acessório que faz a troca automática de filamento colorido): em 17 de agosto de 2026 está em R$ 5.299,00 cheio na 3D Prime, sem desconto promocional geral, só o abatimento de Pix (R$ 4.769,10). A promoção de R$ 4.999,00 vista em 28 de julho de 2026 não está mais no ar.
| Configuração | Preço promocional | Preço cheio | Loja verificada | Cores de fábrica |
|---|---|---|---|---|
| Anycubic Kobra X (4 Cores) | R$ 3.369,00 | R$ 3.899,00 | Loja oficial Anycubic BR | 4 |
| Bambu Lab A1 avulsa | R$ 3.529,00 (sem promoção em agosto de 2026) | R$ 3.529,00 | 3D Prime | 0 |
| Bambu Lab A1 Combo (AMS lite) | R$ 5.299,00 (sem promoção em agosto de 2026) | R$ 5.299,00 | 3D Prime | 4 |
A promoção da Kobra X, ao contrário do que este texto presumia em julho, não estava amarrada só ao Dia dos Pais (9 de agosto de 2026): em checagem ao vivo de 17 de agosto de 2026, oito dias depois da data, o preço promocional de R$ 3.369,00 seguia exibido automaticamente na página, sem precisar de nenhum cupom e sem prazo de validade visível. Existe também um cupom à parte, KXPP, que soma mais uns R$ 52,00 de desconto (cerca de R$ 3.317,00 no total) para quem usar. Mesmo assim, promoção de loja pode sair do ar a qualquer momento: vale reconferir antes de fechar a compra.
Por que a Kobra X já sai colorida da caixa e a A1 não
Aqui mora o eixo mais importante da comparação. A configuração de entrada da Kobra X já se chama, na própria loja da Anycubic, "Kobra X (4 Cores)": o sistema ACE Gen 2, que troca até quatro filamentos automaticamente, vem integrado nessa versão de R$ 3.369,00, sem custo adicional. A Anycubic descreve a tecnologia como uma que junta alimentação de filamento e troca multicolorida num único módulo, reduzindo tempo de troca, desperdício e complexidade.
A Bambu A1 não entrega isso na versão avulsa. Pra imprimir mais de uma cor, a impressora precisa do Combo com a AMS lite, o que empurra o preço, em agosto de 2026, de R$ 3.529,00 para R$ 5.299,00: R$ 1.770,00 a mais só pra alcançar o que a Kobra X já traz de fábrica.
O teto de cada sistema também difere bastante. A AMS lite da A1 é limitada a uma unidade por impressora, até 4 cores, sem mais que isso. Pra ir além, a Bambu exige o acessório AMS Hub (vendido à parte) pra conectar módulos maiores como a AMS 2 Pro. Já a Kobra X aceita empilhar até três ACE 2 Pro extras: a própria loja da Anycubic vende, em agosto de 2026, a combinação de Kobra X com três ACE 2 Pro por R$ 11.356,00, alcançando as 19 cores anunciadas no produto, ou um meio-termo com mais uma ACE 2 Pro por R$ 6.798,00 (11 cores). É caro, mas é uma trilha de upgrade que existe, partindo de uma base que já vem colorida.
O comparativo triplo entre Kobra X, Bambu A1 e Creality Hi já tinha mostrado como o multicolor pesa nessa decisão. Aqui o recorte fica só entre as duas marcas mais procuradas.
Qual aguenta ABS e ASA no calor do Tocantins
Aqui a diferença não é sutil, e vem direto do fabricante. A FAQ oficial da A1 responde sem rodeio à pergunta se é possível fechar a impressora: a orientação da Bambu Lab é não fechar a A1. E o guia de compatibilidade de filamentos da marca classifica ABS, ASA, PC e PC FR como incompatíveis com os modelos de quadro aberto da linha, a A1 entre eles, porque esses materiais exigem impressora com câmara fechada.
A explicação da própria Bambu é mais detalhada: câmara fria e estrutura aberta reduzem a aderência entre camadas em material de alta temperatura, o que aumenta o risco de empenamento em peça grande ou com muito preenchimento. A empresa também recomenda não imprimir ABS ou ASA na A1 fora de ambiente ventilado, já que o equipamento não tem filtro de ar. A ficha técnica da 3D Prime resume os materiais não recomendados: ABS, ASA, PC, PA e filamento reforçado com fibra de carbono ou vidro.
Isso importa de verdade em Palmas, Araguaína ou Gurupi na seca de agosto a outubro, quando a casa esquenta sem ar-condicionado: variação de temperatura ambiente é o que agrava o empenamento que a própria Bambu descreve. Quem já testou o ASA que aguenta o sol do Tocantins sabe que a resistência térmica da peça pronta é só metade do problema, a outra é conseguir imprimir sem empenar primeiro.
A Anycubic não faz a mesma ressalva pra Kobra X: a FAQ oficial lista PLA, PETG, TPU, PVA e ABS como materiais de impressão de material único, sem aviso de ventilação nem recomendação contra o uso. Isso não quer dizer que a Kobra X tenha câmara fechada, a Anycubic não descreve o tipo de gabinete na página oficial, mas mostra que a empresa não trata o ABS como algo condicional, ao contrário da Bambu com a A1.
600 mm/s ou 500 mm/s: o que é real e o que é pico de marketing
A Anycubic anuncia até 600 mm/s na Kobra X. A Bambu anuncia até 500 mm/s na A1. Nenhum dos dois números é o que sai da impressora no dia a dia, e a própria Anycubic admite isso na ficha técnica oficial: a velocidade recomendada da Kobra X é 300 mm/s, metade do valor que estampa a propaganda. Máximo é catálogo, recomendado é o que a fábrica espera que você use na prática.
O acervo já cronometrou essa diferença de perto. Um teste anterior sobre a velocidade real da Kobra X mediu um Benchy de 17 minutos contra os 14 minutos anunciados, e um dragão articulado de 150 elos que levou 17h22 rodando numa média de 140 mm/s, abaixo tanto do recomendado quanto do pico. A conclusão daquele teste é direta: o trabalho de verdade, com qualidade aceitável, mora entre 250 e 350 mm/s, não nos 600 mm/s do anúncio.
A Bambu não destaca uma velocidade recomendada separada da máxima pra A1, como a Anycubic faz pra Kobra X, só o pico de 500 mm/s. Isso não dá pra comparar as duas máquinas como se uma imprimisse literalmente duas vezes mais rápido que a outra na prática: pico de catálogo não é throughput sustentado em nenhuma das duas. Já a aceleração máxima de cada uma vem direto do fabricante: 20.000 mm/s² na Kobra X contra 10.000 mm/s² na A1, número que pesa mais em curva e detalhe fino do que no tempo total de uma peça grande.
Bambu Studio ou Anycubic Slicer: quem manda no fatiador
O fatiador também separa as duas marcas. A Bambu Studio é um software fechado, mantido só pela Bambu Lab, com o ecossistema inteiro (impressora, AMS, filamento com chip RFID) pensado pra funcionar dentro de si mesmo. A Kobra X roda no Anycubic Slicer, construído sobre o OrcaSlicer, projeto de código aberto que também atende X1C e P1S por fora do aplicativo oficial da Bambu.
Na prática isso significa mais liberdade pra perfil de terceiros, filamento genérico e ajuste fino de parâmetro na Kobra X, contra uma experiência mais guiada, com menos configuração e menos chance de erro, na A1. Quem quer entender essa disputa de software com mais profundidade pode ver quem controla o fatiador da sua impressora Bambu.
Qual comprar: Kobra X ou Bambu Lab A1
Lado a lado, os pontos que decidem a compra ficam claros:
| Critério | Anycubic Kobra X | Bambu Lab A1 |
|---|---|---|
| Preço em 17 de agosto de 2026 | R$ 3.369,00 | R$ 3.529,00 avulsa / R$ 5.299,00 Combo |
| Multicolor de fábrica | Sim, 4 cores (ACE Gen 2) | Não, exige o Combo |
| Teto de cores | Até 19, com upgrade pago | Até 4, uma AMS lite |
| ABS / ASA / PC / PA | Listado sem ressalva | Não recomendado, quadro aberto |
| Velocidade recomendada / máxima | 300 / 600 mm/s | Não informada / 500 mm/s |
| Aceleração máxima | 20.000 mm/s² | 10.000 mm/s² |
| Volume de impressão | 260 x 260 x 260 mm | 256 x 256 x 256 mm |
| Software | Anycubic Slicer, base OrcaSlicer | Bambu Studio, fechado |
| Onde comprar | Loja oficial Anycubic BR | Revendas autorizadas (3D Prime, GTMax3D) |
Pra quem vai imprimir ABS ou ASA com regularidade, ou quer multicolor sem gastar mais que o preço de entrada, a Kobra X entrega mais por um valor quase idêntico. Pra quem já usa o ecossistema Bambu (outra impressora da marca, AMS existente, perfil do Bambu Studio calibrado), vale pagar o Combo mesmo com o adicional de R$ 1.930,00 (R$ 5.299,00 contra R$ 3.369,00, em agosto de 2026): a integração entre os aparelhos compensa a diferença pra quem já está dentro do sistema.
As duas têm garantia e suporte local, o que tira a importação da equação: a Kobra X direto da loja oficial da Anycubic, a A1 através de revendas autorizadas como 3D Prime e GTMax3D. No momento desta consulta, a Kobra X (4 Cores) e a A1 Combo apareciam com estoque disponível pra envio imediato.
Perguntas frequentes
A Kobra X e a Bambu Lab A1 usam o mesmo tipo de bico?
A A1 sai de fábrica com bico de aço inoxidável de 0,4 mm, e a Bambu recomenda trocar por um bico temperado antes de imprimir filamento com fibra de carbono ou vidro. A Kobra X já lista PLA-CF e PETG-CF como compatíveis, mas a Anycubic não detalha se o bico de série muda pra esses casos.
Dá pra imprimir ABS na Bambu Lab A1 mesmo assim?
Dá, mas a própria Bambu não recomenda pra peça grande ou com muito preenchimento, e pede ambiente ventilado, já que a A1 não tem filtro de ar nem câmara fechada. Em peça pequena e pouco preenchimento o risco cai, mas o fabricante é claro sobre o limite.
O ACE Gen 2 da Kobra X seca o filamento enquanto imprime?
A secagem ativa exige o ACE 2 Pro, um upgrade vendido à parte a partir de R$ 2.589,00 na loja oficial. O ACE Gen 2 que já vem de fábrica na Kobra X (4 Cores) faz a troca automática entre até quatro filamentos, mas não é o mesmo módulo de secagem.
Preciso comprar o Combo se já tenho uma AMS de outra impressora Bambu?
Não necessariamente. A A1 se conecta a uma AMS, AMS 2 Pro ou AMS HT já existente através do acessório AMS Hub, vendido separado da impressora e do Combo. Quem já tem esse acessório de outra Bambu pode economizar o Combo e comprar só o hub.
Qual das duas tem área de impressão maior?
A Kobra X, por pouco: 260 x 260 x 260 mm contra 256 x 256 x 256 mm da A1. A diferença de 4 mm por eixo não muda o tipo de peça que cabe na mesa.
Vale esperar passar o Dia dos Pais pra comprar a Kobra X mais barata?
A julgar pelo que aconteceu, não necessariamente: em checagem de 17 de agosto de 2026, oito dias depois do Dia dos Pais, a Kobra X (4 Cores) seguia no mesmo R$ 3.369,00, sem nenhum cupom exigido para esse valor e sem menção à data comemorativa na página, sinal de que a promoção não estava amarrada só a ela. Ainda assim, vale reconferir antes de comprar: promoção de loja pode sair do ar sem aviso, e existe também um cupom à parte (KXPP) que soma mais desconto pra quem usar.
Qual das duas é melhor pra quem nunca teve impressora 3D?
As duas automatizam nivelamento e calibração o suficiente pra um primeiro equipamento. A diferença prática pesa mais pra quem já sabe que vai querer ABS, ASA ou multicolor logo de início, casos em que a Kobra X entrega mais dentro do preço de entrada.
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