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Gabinete de secagem branco encaixado ao redor de um sistema automático de troca de filamento de impressora 3D, painel de controle digital na frente mostrando temperatura, bobinas coloridas visíveis pela porta lateral aberta. Imagem gerada por IA.
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SUNLU lança secadora para o AMS Lite da Bambu A1

· 12 min de leitura · 3 visualizações · por Equipe 3D Tocantins

O AMS Lite da Bambu Lab A1 troca até quatro bobinas de filamento, mas fica com tudo exposto ao ar: não seca nada sozinho. A SUNLU acaba de mostrar sua resposta, um gabinete que envolve o trocador inteiro e seca a até 70°C com a impressora rodando, segundo o hands-on da Fabbaloo publicado em 9 de julho de 2026.

O que é o AMS Lite Heater da SUNLU

O AMS Lite Heater é um gabinete que se encaixa por fora do AMS Lite, o sistema de troca automática de filamento que acompanha a Bambu Lab A1 e a A1 mini, hoje entre as impressoras 3D mais vendidas no Brasil. Ele seca as quatro bobinas ao mesmo tempo, em ciclo com duração e temperatura ajustáveis, e já vem com perfis prontos para os materiais mais comuns, segundo a página oficial da SUNLU.

A temperatura chega a 70°C, e o fabricante lista compatibilidade com PLA, PETG, ABS, ASA, PA e PC, além de outros filamentos comuns. Um sistema de dupla via de ar distribui o calor de forma mais uniforme dentro do gabinete, e uma válvula automática libera o ar úmido que se acumula durante a secagem.

O diferencial de verdade é o sensor de umidade: ele monitora a umidade relativa dentro do gabinete em tempo real e liga a secagem sozinho quando ela passa de um limiar predefinido, sem depender do usuário lembrar de configurar um ciclo. Sensor de porta e proteções de segurança redundantes completam a lista, e o aparelho funciona só com o AMS Lite da Bambu: a própria SUNLU avisa que não serve para sistemas automáticos de outras marcas.

O que resolve de verdade é secar e imprimir ao mesmo tempo, sem perder nenhuma função do AMS Lite. É esse o buraco que a Fabbaloo aponta como a maior lacuna da A1, segundo o hands-on de Kerry Stevenson.

Por que filamento úmido estraga a impressão

Boa parte dos filamentos de impressão 3D é higroscópica: absorve água do ar aos poucos, e alguns fazem isso rápido. PETG, ABS e ASA puxam umidade em dias; nylon, PC e PVA fazem isso em questão de horas, segundo a MatterHackers.

O problema aparece na hora da extrusão. A água presa dentro do filamento vira vapor assim que passa pelo bico quente, forma bolhas microscópicas e quebra cadeias de polímero, o que enfraquece o material e deixa vazios dentro do próprio fio extrudado.

Na prática isso vira três defeitos que qualquer maker reconhece: fios de teia entre um trecho e outro do print, porque a retração fica inconsistente; superfície que passa de brilhante para áspera ou opaca; e camadas que descolam com facilidade porque o vapor atrapalha a fusão entre uma camada e a próxima. Já mostramos como boa parte do stringing do PETG se resolve ajustando a retração, mas filamento encharcado cria um stringing que nenhum ajuste de retração sozinho apaga.

PVA, o material solúvel em água usado como suporte em impressão multimaterial, é o pior caso: fica mole e praticamente inutilizável depois de poucas horas de ar úmido, segundo a mesma fonte. Isso pesa em especial no AMS Lite, onde é comum deixar uma bobina de PVA parada no trocador entre um trabalho e outro, exposta o tempo todo.

Secar antes de carregar a bobina ajuda, mas não resolve sozinho. Impressões multicor com AMS costumam levar 8, 12, às vezes mais de 20 horas, e o filamento reabsorve umidade do ar se ficar exposto durante todo esse tempo. É por isso que secar durante a impressão, e não só antes dela, muda o resultado em prints longos, principalmente em clima úmido como o do Brasil.

A montagem e os poréns que a Fabbaloo encontrou

O heater chega numa caixa grande e, à primeira vista, parece vir pronto. Mas segundo o hands-on da Fabbaloo, montar o aparelho exige desmontar parte do próprio AMS Lite: soltar parafusos, remover a tampa superior e reinstalar a placa dentro de suportes específicos do gabinete da SUNLU.

O revisor Kerry Stevenson descreveu cabos soltos dentro do gabinete e recomendou atenção redobrada com os cabos flat do AMS Lite ao desmontá-lo, porque rasgam fácil. Depois de encaixado, ainda é preciso reconectar dois tubos PTFE curtos e dois longos entre o gabinete e a própria impressora.

O tamanho é outro ponto real: o gabinete precisa ser grande o bastante pra caber o AMS Lite inteiro dentro dele e, com as duas portas abertas, ocupa facilmente o dobro do espaço de mesa que a própria impressora usa. Stevenson notou até que, numa das posições possíveis, não sobra espaço pra abrir a porta esquerda a menos que o gabinete fique posicionado no limite que o tubo PTFE permite.

O ruído incomodou mais do que o esperado: o hands-on mediu mais de 50 dB a um metro de distância, bem mais alto que a própria impressora A1 rodando. Somado a uma montagem mais trabalhosa do que um iniciante daria conta sozinho, o retrato fica claro: não é um upgrade de encaixar e esquecer.

Depois de tudo montado, porém, o funcionamento foi direto: o hands-on relata impressão normal, sem diferença perceptível na alimentação de filamento, e um painel de controle simples (temperatura atual, temperatura alvo e umidade relativa) uma vez entendidas as siglas.

SUNLU x AMS 2 Pro: o retrofit contra a solução oficial

A Bambu já vende sua própria resposta para quem não quer depender de acessório de terceiro: o AMS 2 Pro, que seca filamento nativamente e hoje já pode ser configurado para a série A1, além de X1, P1 e H2D/H2C, segundo a loja oficial da Bambu Lab. A compatibilidade com a A1 chegou depois do lançamento inicial do AMS 2 Pro, por atualização de firmware.

A ironia é que a temperatura oficial da Bambu é menor: o AMS 2 Pro seca até 65°C, cinco graus abaixo dos 70°C que a SUNLU promete no papel para o AMS Lite Heater. Nenhum dos dois hands-on públicos até agora mediu quão preciso é esse limite na prática, com as quatro bobinas secando ao mesmo tempo.

A diferença real está em outro lugar. O AMS 2 Pro troca o trocador de filamento inteiro, com entradas cerâmicas, motor sem escova 60% mais rápido pra trocar de cor e identificação por RFID que ajusta a secagem sozinha para filamento oficial Bambu. O SUNLU, em vez disso, é um retrofit: aproveita o AMS Lite que o dono da A1 já tem, só adiciona secagem por fora.

Nenhuma das duas opções é plug and play de graça. Para usar a função de secagem do AMS 2 Pro na série A1, a Bambu exige comprar à parte um adaptador de energia, o mesmo tipo de custo extra escondido que a montagem do heater da SUNLU cobra em forma de trabalho manual.

detalhamos como a Bambu passou a secar filamento nativamente durante a impressão nos sistemas AMS 2 Pro e AMS HT. A diferença aqui é que esse recurso nunca chegou ao AMS Lite que acompanha a A1 de fábrica: o que a SUNLU lança é uma solução de terceiro, bem projetada, pra tentar chegar ao mesmo resultado por fora.

Quanto custa e o que fazer agora

O AMS Lite Heater ainda não tem lançamento oficial. A página da SUNLU está em modo "em breve", com contador regressivo ativo, e o próprio hands-on da Fabbaloo termina recomendando se inscrever pra ser avisado quando o produto for lançado de verdade.

Ainda assim, a página já lista um preço de pré-venda: US$ 129,99. É um número real, mostrado na tela, mas não é confirmação de preço final nem de disponibilidade: hoje a loja da SUNLU só embarca direto para Estados Unidos e Canadá, sem opção de envio para Europa, Austrália ou Brasil.

Quem quiser comprar do Brasil provavelmente vai depender da vitrine da SUNLU na AliExpress, plataforma credenciada no Programa Remessa Conforme. E aqui mora um detalhe que a maioria ignora: a isenção do Imposto de Importação federal vale só até US$ 50 por compra; acima disso, a alíquota federal sobe para 60% (com um abatimento fixo de US$ 30 sobre o imposto a pagar), e o ICMS do estado, entre 17% e 20%, entra por cima.

Nos US$ 129,99 anunciados, só o imposto federal (60% menos os US$ 30 de abatimento) já fica perto de US$ 48, antes de somar ICMS e frete: o acessório que parece mais barato que trocar de sistema pode custar bem mais que o valor anunciado depois de desembarcar no Brasil. O chamado honesto aqui é monitorar, não comprar por antecipação: quem tem A1 ou A1 mini e sofre com umidade deve acompanhar o lançamento antes de se planejar em cima de um número de pré-venda que ainda pode mudar.

Já o AMS 2 Pro está à venda agora, com garantia e assistência de revendedor no Brasil. A GTMax3D, revendedora autorizada Bambu Lab no país, vende o sistema por R$ 4.499,10 no Pix (R$ 4.999,00 parcelado em até 8x), com entrega em cerca de 20 dias úteis. É de 6 a 7 vezes o preço de pré-venda do heater da SUNLU, mas resolve o problema hoje, sem importar nada e sem desmontar o AMS Lite que já está na mesa.

A conta prática fica assim: quem já tem uma A1 com AMS Lite e quer só resolver a secagem, sem trocar de sistema nem gastar mais de quatro mil reais, é o público que o retrofit da SUNLU mira, desde que aceite esperar o lançamento de verdade. Quem não quer lidar com desmontagem, ruído e o risco de um produto ainda sem data confirmada sai na frente comprando o AMS 2 Pro pronto, hoje, com nota fiscal e suporte local.

Perguntas frequentes

O que é o AMS Lite Heater da SUNLU?

Um gabinete que envolve o AMS Lite da Bambu Lab A1 e A1 mini por fora e seca as quatro bobinas de filamento a até 70°C, com sensor de umidade que liga a secagem sozinho quando necessário.

O AMS Lite Heater seca filamento enquanto a impressora está imprimindo?

Sim. Segundo o hands-on da Fabbaloo, o gabinete mantém a função normal de alimentação do AMS Lite e permite secar e imprimir ao mesmo tempo, sem mudar a rotina de troca de filamento.

Preciso desmontar o AMS Lite para instalar o heater?

Sim. Parte da montagem exige desmontar o próprio AMS Lite (soltar parafusos, remover a tampa) e reinstalar a placa dentro do gabinete da SUNLU, com cuidado redobrado com os cabos flat internos, que rasgam fácil.

O AMS Lite Heater funciona com outras marcas de sistema automático de material?

Não. A própria SUNLU informa que o produto é otimizado exclusivamente para o AMS Lite da Bambu Lab e não é compatível com sistemas automáticos de outras marcas.

Quanto custa o AMS Lite Heater da SUNLU?

A página oficial mostra US$ 129,99 em modo de pré-lançamento, mas isso não é preço final confirmado, e a loja da SUNLU ainda não embarca direto para o Brasil.

O AMS Lite Heater é barulhento?

Sim. O hands-on da Fabbaloo mediu mais de 50 dB a um metro de distância, nível mais alto que o ruído da própria impressora Bambu Lab A1 em operação.

Vale mais a pena comprar o heater da SUNLU ou trocar pelo AMS 2 Pro da Bambu?

Depende do que já se tem. Quem já possui uma A1 com AMS Lite e só quer resolver a secagem tende a preferir o retrofit, mais barato em tese; quem prioriza garantia, suporte local e disponibilidade imediata sai na frente com o AMS 2 Pro, já à venda por revendedores autorizados no Brasil.

Por que filamento úmido atrapalha tanto a impressão 3D?

Porque a água presa no material vira vapor dentro do bico quente, forma bolhas, enfraquece a fusão entre camadas e deixa a retração inconsistente, o que aparece como fios de teia, superfície áspera e peças frágeis.

Onde ir agora

O AMS Lite Heater ainda não tem data de lançamento nem preço final confirmado, então o próximo passo é de monitoramento, não de compra por impulso: acompanhe a página da SUNLU e a vitrine dela na AliExpress antes de se planejar em cima do número de pré-venda. Enquanto isso, quem sofre com stringing e camada fraca por umidade pode resolver boa parte do problema agora mesmo ajustando a retração que resolve o stringing do PETG, sem depender de nenhum acessório novo.

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